Tenho dificuldade para dormir. Demoro cerca de uma hora para finalmente pegar no sono, e enquanto o aguardo chegar, penso.
Penso e penso mais um pouco.
Quando penso que já acabaram os pensamentos, aparecem mais. De repente, quando tento pensar melhor sobre o quê estava pensando, percebo que já não há mais nada lá.
Minha mente inquieta, mais uma vez, pregou uma peça em mim. Quem me dera esse atrito com o real e o ideal acontecesse só comigo, mas não é bem assim.
No final, foram apenas pensamentos. Nada mais; nada menos.
Esse é o maior mal da humanidade.
Não querendo dizer que pensar é ruim, mas assim como todas as coisas em excesso, pensar demais faz mais mal que bem.
A correria do dia a dia faz com que nossa mente trabalhe mais que o normal, permitindo com que pensemos de mais ou de menos, com a desculpa que é pela produtividade ou para evitar o ócio, mas no final apenas nos afundamos em ansiedade e incertezas, pois nos fazemos perguntas que possivelmente não serão respondidas tão cedo.
Dizem que a fé move montanhas, e não seria a força da nossa mente também chamada de “fé”, uma vez que ambas não possuem forma física e se baseiam em crenças? Portanto, temos que nossa mente é um bom discípulo, mas um péssimo mestre
Seria inconveniente de minha parte sugerir que vivam de forma inconsequente simplesmente porque o ato de raciocinar pode gerar dúvidas, porque é o contrário disso que quero dizer.
Na medida do possível, trabalhe com sua mente para que não sabote a si mesmo, para que seus pensamentos sejam saudáveis, com fundamento, e não apenas palavras vazias no seu cérebro. Estar com a mente calibrada, em ordem, é a chave para a paz verdadeira, que torna nossa jornada menos complicada de continuar.

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