19 de maio, 2026 06:21

Dra. Alcimara Soares – Wulf tupã/brasil/alemanha

Hoje nossa agenda cheia vai narrar alguns fatos e verdades sobre a médica oftalmologista ALCIMARA SOARES WULF, o mais importante sobre esta historia é o fato de ela reconhecer todo esforço e dedicação da mão e a luta diária para manter os estudos da filha, que tinha tudo para dar errado, porém a fé, o amor de mãe e muita perseverança da Mara, para honrar todo esforço recebido pela mãe. Tudo isso aconteceu e hoje é trabalha em HAMBBURGO NA ALEMANHA, é casada com   CARSTEN WULF, tem dois filhos FRANZ THEO WULF e  ANA CAROLINA WULF , tem seu consultório estalado em Hamburgo, e recebe com acarinho a visita e o amor ainda de dona Maria, que antes da pandemia este passeando pela Alemanha por muitas vezes e pode conferir o sucesso e todo o esforço que foi feito e tem certeza que valeu a pena, isso é prova que a educação e muito estudo faz estas lindas historias acontecer.

Mara, Marinha, Dra.Wulf ou simplesmente Alcimara, tenho muito orgulho de ser seu amigo e saber que a simplicidade de sua parte sempre foi motivo de muito orgulho para todos, todas as vezes que você precisou, sempre alguém estendeu a mão , hoje o processo é inverso você pode e estende a mão seja lá para quem precisar, parabéns felicidade e que Deus continue a te abençoar

 Trabalho : Universitätsklinikum Hamburg

Faculdade: Faculdade de Medicina de Marília – FAMEMA Turma de 1994

Universitätsklinikum Hamburg Eppendorf (UKE)

Ensino médio

Frequentou Instituto Índia Vanuire de Tupa-SP/ Brasil Turma de 1986

 

Dra. med. Alcimara Soares-Wulf

Encontro Jubileu de Prata da XXIII Queridos amigos, é um prazer imenso poder estar aqui com vocês! Vocês tem ideia do que significa rever os colegas de turma, muitos de vocês depois de 25 anos? Sim, o mundo tem dessas coisa boas. Agradeço a todos vocês meus amigos que, apesar das atribulações e a correria do dia a dia como pais e médicos, deixaram tudo e se organizaram e aqui vieram com suas famílias. Por que esses são os momentos mais preciosos da VIDA e eles não voltam mais. Eu prometo não falar muito mas peco a licença para e fazê-lo. Eu quero fazer uma homenagem a todos os nossos pais … quero humildemente aqui lembrar de todos os nossos pais, os que para o plano celestial já partiram e os que vivem conosco aqui na terra. Sabem porque estamos aqui? Por que tivemos um pai ou uma mãe ou ambos, que nos ensinaram a falar e andar e porque com amor nos criaram, cada um dentro das suas possibilidades psicológicas e sociais, mas o fizeram, eles nos ampararam, nos incentivaram na escola e vibraram quando passamos no vestibular. Com certeza, o coração deles se encheram de alegria e orgulho ao ler o nosso nome na lista dos aprovados, eles nos abraçaram, nos deram um sorriso, as vezes um carro, um olhar orgulhoso e encorajador, um estetoscópio (nem que fosse da OMS), mas todos se jubilaram e só por isso podemos hoje comemorar juntos esse jubileu de prata. Fazemos parte no Brasil, de uma porcentagem ainda pequena de acadêmicos, que tivemos a oportunidade de concluir o nível superior e nos deslancharmos em uma profissão tão importante para o próximo, a saúde da humanidade. Agradeçamos a nossos pais, independente do quanto eles nos apoiaram, agradeçamos a tudo e todos os princípios que nos ensinaram! Tomemos exemplo neles porque agora somos nós que temos que educar e incentivar nossos filhos e filhas, e como vemos, vale a pena! Com certeza gente, eu sei … e imagino que na nossa turma existem histórias emocionantes dos pais de vocês, mas como nao posso expor aqui, peco licenca de contar uma delas, a da minha mae (ela vai me bater!) e fazer uma homenagem singela a todos os nossos pais, com essas simples palavras: MUITO obrigada! Posso contar? Dona Maria Mendes Soares, filha de pernambucano com cearense, aprendeu, com o pé no chão, deslumbrada a ler e a escrever e como não tinha livros, levava aos Domingos o folheto da missa para ler. Retirante da seca, depois de ter que assistir a morte do irmão bebê por desnutrição, chegou de barco a vapor ao Estado de São Paulo. O sonho dela era ser médica, sobrinha de um médico de posses, Dr. Possidônio, ela recebeu a oferta de estudar medicina, mas talvez por orgulho ou medo meu avô não consentiu. Acabou concluindo Enfermagem, foi a melhor dos estágios, mas meu pai, talvez por medo não permitiu que ela exercesse. Com 4 filhos pequenos, o esposo ganhando o salário mínimo, não registrado, ela resolveu aprender a fazer doces sozinha, e sem os tutoriais de hoje ela queimou escondida muito açúcar até aprender, contra a vontade de papai, os seus maravilhosos doces que mais tarde me ajudaram a poder estudar com vocês na Famema. Foi um sucesso e mesmo sem telefone para as freguesas e sem carro, ela saía, depois de passar a madrugada confeccionando cocadas e puxando bala quente, com uma cesta de palha com 15-20 quilos de doces, com as mãos cortando e de cabeça erguida para vendê-los e ajudar a criar os filhos. Ela jamais desanimou diante a uma porta fechada e a um não hostil, sempre bem educada, de coluna reta e português esmerado seguiu vendendo a sua arte doce, até conseguir comprar um bicicleta monark princesinha (por que diziam que era mais forte que a caloi ceci). E orgulhosa e rápida como um raio, com uma Tupperware pic nic na traseira e a bolsa de imitação de couro na cestinha com os trocos, vendia ainda melhor os seus caprichosos doces, e com os dividendos veio a primeira geladeira de congelador separado para congelar o leite de coco, a nossa primeira televisão de válvula branco e preto usada (já existia colorida nos anos 70!), cadernos espirais, tênis bamba e abrigo adidas para nós que não queríamos ir de conga e short de algodão duro e seco na física. Qual não foi a glória quando instalaram o primeiro telefona da nossa rua, era o de mamãe, comprado com os doces! E aí ninguém mais a segurou, as freguesas ligavam e eu fazia serviço de banco, entregava os doces e ia receber nas casas dos meus abastados colegas de classe. Entre as tarefas de biologia, cortando bala e decorando bolos artísticos para a mamãe eu sonhava em estudar medicina, quietinha, para não ser motivos de chacota e de dó. Pendurava meus livros na janela enquanto batia bolos para a mamãe. Com seus doces e bolos essa mulher forte aí, conseguiu me pagar um ano de cursinho em Marilia e me botou em um flat novinho ao lado da Unimar, eu tinha que passar.! Qual não foi a alegria de uma mãe como as de vocês, quando meu nome inconfundível Alcimara Ivanilda (só tem um né Sid?) foi publicado pela FAMEMA. Ela não podia jamais, financeiramente fazer a minha matrícula em 3 dias e em 10 dias pagar a primeira mensalidade. Mas sabe o que Ele me deu? Dignidade, apoio e forca para eu com a cara e coragem fosse á radio, aos vizinhos, aos fregueses ricos, ao Bispo e finalmente ao prefeito da cidade de Tupã, amigo do Padilha, o qual me garantiu três meses de mensalidade até que conseguíssemos um crédito educativo. Não tive livros, mas a minha mãe trabalhava de sol a sol para poder me pagar as fotocópias xérox no DACA, comprar um esfigmo (sempre sonhei em ter um otoscópio, não deu, mas tive amigos para emprestar, vocês!). Quase todo final de semana ela enrolava o dinheirinho dos doces da semana, ia à rodoviária e entregava ao motorista de ônibus expresso Adamantina ou Brambilla e eu pegava esses suados trocos na rodoviária velha de Marilia. Por isso nem sempre dava par ir aos seus churrascos Beto, as fotocopias e o aluguel em BTN do predinho do Marshal né Lesinha, Lê, Soraya e Karina eram mais importantes. Acham que a minha mãe iria me deixar de fora nas festas da formatura? Sem vestido bonito? Claro que não, essa guerreira sentada ali continuou queimando as mãos já deformadas pelo reumatismo , trabalhando de madrugada para pagar a comissão de formatura. Não bastou para me dar um anel de formatura, mas ela me deu seu sangue e seus princípios de humildade, não deu para me dar a carteira de medico no dia da colação de grau, mas ela me deu amor e seus princípios de dignidade. E foi um dia lindo e inesquecível com vocês e seus pais, e lá estava ela, de cabeça erguida e coluna reta, vendo sua filha entrando ao som de Carmina Burana, indo buscar o diploma de Medicina, que sem a sua ajuda jamais teria conseguido. Obrigada mamãe!!!! Obrigada a todas as mães e a todos os pais da XXIII, que Deus os abençoe. Esse encontro dedicamos a vocês e a nossos filhos pequenos. Jovens, nunca desistam de seus ideais, lutem! Jamais esqueçam as suas raízes, da sua origem e de seus pais. Pais nunca deixem de apoiar seus filhos em seus sonhos por mais difícil que pareça. Todo esforço vale a pena! Muito obrigada por terem me ouvido. Flores. Catraca!

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