Neste exato momento, em algum lugar, os ponteiros do relógio estão batendo. O tempo não para e esse é o fato mais agridoce que existe.
Desde pequeno era fascinado pelo tempo e como ele funcionava, me aprofundei em assuntos como relatividade, física quântica e filosofia cartesiana. Em algum momento até acreditei na possibilidade de parar o tempo para poder aproveitar melhor o momento.
A existência é uma bagagem que, se não soubermos administrar, se torna pesada demais para carregar e ficamos amargurados. Por conta disso, às vezes esquecemos que o tempo vai passando, e continuamos a colecionar problemas; alguns deixamos guardados na mochila, mas outros estão expostos em prateleiras.
Me lembro do meu primeiro dia de aula no Ensino Fundamental e essa semana se encerra meu primeuro ano de faculdade. Minha primeira lembrança eu sequer sabia andar. Eu não vi o tempo passar, e tenho medo que seja assim daqui em diante.
Quantos encontros e sorrisos deixamos de dar porque não tínhamos tempo? Quantos amores deixamos de viver por medo de o tempo investido não valer a pena no final (sempre vale)? Eu odeio despedidas. Mas é o momento mais honesto dos encontros, pois depois dos interesses só nos resta a verdade, e esta é que a saudade fica, mas o amor também.
Faça seu tempo valer a pena, não sabemos quanto temos. Faça atividades que gosta, fale sobre assuntos que te interessam, se não for para alguém, que seja para os ventos; eles estão aqui por todos nós. O ano está acabando, o tempo se renova, e nós estamos reféns do que ele nos traz, mas o que faremos com isso é o que nos torna mais humanos.

✨ XOU DO XARLES: 50 ANOS DE HISTÓRIAS, AMIZADES E GRATIDÃO ✨
Alana Freitas suas fotos retratam o que de melhor em nossas vidas O que era para ser “O Último Voo da Nave” acabou se transformando em uma verdadeira viagem pelas memórias, pela amizade e, acima de tudo, pela gratidão. No final da tarde do sábado, 19 de setembro, Charles dos










