3 de outubro, 2026 18:40

o vai e vem do ponteiro

Neste exato momento, em algum lugar, os ponteiros do relógio estão batendo. O tempo não para e esse é o fato mais agridoce que existe.
Desde pequeno era fascinado pelo tempo e como ele funcionava, me aprofundei em assuntos como relatividade, física quântica e filosofia cartesiana. Em algum momento até acreditei na possibilidade de parar o tempo para poder aproveitar melhor o momento.
A existência é uma bagagem que, se não soubermos administrar, se torna pesada demais para carregar e ficamos amargurados. Por conta disso, às vezes esquecemos que o tempo vai passando, e continuamos a colecionar problemas; alguns deixamos guardados na mochila, mas outros estão expostos em prateleiras.
Me lembro do meu primeiro dia de aula no Ensino Fundamental e essa semana se encerra meu primeuro ano de faculdade. Minha primeira lembrança eu sequer sabia andar. Eu não vi o tempo passar, e tenho medo que seja assim daqui em diante.
Quantos encontros e sorrisos deixamos de dar porque não tínhamos tempo? Quantos amores deixamos de viver por medo de o tempo investido não valer a pena no final (sempre vale)? Eu odeio despedidas. Mas é o momento mais honesto dos encontros, pois depois dos interesses só nos resta a verdade, e esta é que a saudade fica, mas o amor também.
Faça seu tempo valer a pena, não sabemos quanto temos. Faça atividades que gosta, fale sobre assuntos que te interessam, se não for para alguém, que seja para os ventos; eles estão aqui por todos nós. O ano está acabando, o tempo se renova, e nós estamos reféns do que ele nos traz, mas o que faremos com isso é o que nos torna mais humanos.

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