Secretário Municipal de Cultura e Defesa do Folclore, Luis Carlos dos Passos Sanches, é um nome que se confunde com a própria história cultural de Tupã. Foi ele quem, em 22 de janeiro de 1985, fundou o Grupo Fênix de Teatro, um dos mais importantes e longevos coletivos artísticos da região, responsável por formar gerações, revelar talentos e manter viva a chama do teatro como instrumento de reflexão e transformação social.
Na última sexta-feira, Luis Carlos recebeu, ao seu lado, Charles dos Passos Sanches — ator, diretor, vereador e também coordenador do Grupo Fênix — em uma noite marcada por memória, emoção e celebração da arte. Charles, além de conduzir cursos livres de teatro, é autor de diversos textos e atualmente circula com dois espetáculos: um deles abordando a temática LGBTQIA+, tratando com sensibilidade os desafios, lutas, acusações, defesas e o enfrentamento ao preconceito; e o outro, o consagrado “Arraiá do Pafuncio”, texto de Luis Carlos que dialoga com o humor, a tradição e a identidade popular.
Para tornar a noite ainda mais especial, Charles propôs que os integrantes realizassem uma releitura de personagens dos muitos espetáculos montados pelo Grupo Fênix ao longo do tempo — um verdadeiro mergulho afetivo na história do teatro local. Cada personagem trouxe consigo lembranças, emoções e o simbolismo de uma trajetória construída com dedicação e amor à arte.
Entre os personagens apresentados estiveram:
- Charles, como Lampião, do espetáculo Lampião e Maria Bonita no Reino Divino;
- Clarice, como manipuladora de bonecos de A Fantástica Batalha do Viajante Maltrapilho;
- Bruno Oswaldo de Andrade, em Kworo Kango;
- Mirian, como Tarsila do Amaral, também de Kworo Kango;
- Luan, como Boi, de O Boi e o Burro;
- Saphira, como Silvinha, de Lampião e Maria Bonita no Reino Divino;
- Maro Viana, como Pindorama;
- Lucas, como Minos, do espetáculo AdeS;
- Lincoln, como Dona Bela, de Arraiá do Pafuncio;
- Edu, como Padre Jocó, também de Arraiá do Pafuncio;
- Élica, como Floquinho Dorminhoco, de Floquinho Azul;
- Marisol, como Repórter do espetáculo Arte e Cultura;
- Luis Carlos, como Julim, de Lampião e Maria Bonita no Reino Divino;
- Dany, como Emília, de Pirlimpimpim;
- Estela, como assistente do mágico do espetáculo O Circo e Seus Diversos Temas.
A noite foi cuidadosamente acolhida pela excelência do Vivian’s Buffet, que mais uma vez surpreendeu com um cardápio preparado especialmente para todos, reforçando o clima de celebração e carinho coletivo.
A emoção tomou conta do ambiente no discurso de Luis Carlos, repleto de gratidão, memória e esperança. Em seguida, o Hino do Grupo Fênix foi entoado, selando o sentimento de pertencimento, e uma canção indígena do espetáculo Kworo Kango ecoou pelo espaço, lembrando as raízes, a ancestralidade e o compromisso com a cultura brasileira.
Momentos como este reafirmam que a cultura, o teatro e as artes transformam pessoas, despertam consciências, fortalecem identidades e constroem pontes entre passado, presente e futuro. O Grupo Fênix segue vivo, resistente e necessário — como a própria arte deve ser. 🔥🎭✨







