Bom, vamos lá…
Eu e Silvino Amaral temos uma visão diferente da Gi. Há tempos — desde uma fase soteropolitana que não foi das mais fáceis — o dom materno já habitava suas entranhas. Antes mesmo de se tornar cerimonialista, Gi já cuidava, acolhia, protegia. Os 5.7 chegam como um símbolo de realização. Mas mais do que idade, significam maturidade, consciência e, principalmente, amor. Amor que também é lei. Amor que entende o lugar dos menos favorecidos e faz disso propósito. Por isso, sua festa não foi apenas uma comemoração.
Foi um momento de reconhecer quem estendeu a mão e nunca soltou. Chegamos à Casa Travessoni vestidos de preto — não por formalidade, mas para que ninguém se sentisse inferior. Era sobre igualdade, sobre pertencimento. Fomos recebidos pela dona da festa com carinho, aconchego e aquele jeito leve de fazer todos se sentirem em casa. E então vem Thais Fonseca, mas com uma voz que nos traz todas as memórias que guardamos com afeto. Porque ali estavam família, amigos, companheiros de uma vida inteira. Com excelência, Thais conduziu o evento de forma nobre e memorável, e em um dos momentos mais marcantes declarou:
“Hoje não celebramos apenas uma idade, celebramos a mulher que nunca soltou a mão de ninguém — e é por isso que ninguém solta a dela.” A garota da Vila São Paulo. A mãe das meninas. A dona da ótica. A esposa do Tico. Quantas vezes Dona Tereza ou a irmã Andreia, Tico, e a família devem ter perguntado:
“Será que vai dar conta?” E deu. Tenho certeza de que cada pessoa ali carrega a referência de uma mãe que muitas vezes abre mão da própria família para realizar sonhos. O amor sempre foi o motor. Tudo o que já se fez foi para que o melhor acontecesse. Sua assessoria sabe: perfeição não existe. Mas fazer o melhor, atender como se fosse para a própria vida — isso existe. E isso é Gi. Gi, por onde você passa, você deixa marca.
Você volta no coração das pessoas. Nosso agradecimento é eterno.








































































