28 de abril, 2026 08:26

cleber carrasco – moda

Cleber Ferreira Carrasco nascido aos 20 dias de janeiro de 2020, capricorniano sempre gostou de tudo que estivesse ligado às artes. Desde pequeno se interessava por atividades que necessitavam de raciocínio e habilidades manuais. Filho de pai militar e mãe costureira, sempre a acompanhou em suas atividades, folheando as revistas de moda, e as vezes se atrevendo a costurar. O sonho de cursar uma faculdade de moda para um filho de militar e morador do interior de São Paulo estava bem longe, pois precisaria se deslocar até a capital, a referência de faculdade era apenas uma e com um valor muito elevado. Foi então que se aventurava em rabiscos e linhas, até então copiados de desenhos vistos nas revistas, ao se atrever a criar, não conhecia a proporção do corpo humano, com linhas desconectadas e desproporcionais, sempre estilizando os rostos e mãos. Na adolescência, buscou aprender bastante coisa, corte e costura, pintura em tela, desenvolvia bastante artesanato, sempre buscando descobrir como desenvolver cada técnica. Autodidata em tricô, bordado em ponto cruz, patchwork. Não gosta de crochê por não conseguir pontos uniformes. Se atreveu inclusive na culinária, onde apanhou bastante para aprender a fazer bala de coco entre outras coisas que mais lá na frente o ajudaria a garantir um dinheiro no mês. Como citado anteriormente, sempre gostou de saber como as coisas eram feitas, em sua adolescência quase final do ensino médio, pendeu para a Arquitetura, e achou que havia optado pela faculdade na hora de se inscrever para o vestibular. Ao saber o resultado, descobriu que não foi essa opção e sim de cursar Educação Artística. “No decorrer da faculdade tive a opção de mudar de curso (Arquitetura), porém senti insegurança (graças a Deus) pois se tivesse mudado, não estaria nesse momento de minha vida”. Formado em Educação Artística, leciona na rede estadual de desde 1999, passando por cidades como Barueri, Itapevi e Carapicuíba na Grande São Paulo. “Sempre pensei assim: Não quero morrer dando aulas” e então paralelamente vou desenvolvendo suas atividades que para ele eram prazerosas, customizava camisetas, “Ia no Brás e comprava camisetas no atacado, rasgava, bordava, aplicava pedrarias, usava o patchwork, e vendia nas escolas” A faculdade de moda estava “esquecida” uma pelo valor e outra por não conciliar com meus horários na escola, mas sempre procurando coisas novas, comprava livros de modelagem para aprender e entender como eram feitos os cálculos para a modelagem. Foi então que em 2015, quando lecionava na EE Leonor Mendes de Barros a disciplina Projeto de Vida onde falava de sonhos da busca pelo projeto de vida deles, “ouvi nitidamente uma voz em meu ouvido dizendo assim: E o seu projeto, seu sonho??” foi então que despertou para o que até então estava adormecido. Consegue voltar para Tupã no ano de 2016, e nesse mesmo ano descobre uma faculdade de moda na cidade de Marilia, aonde vai atrás faz o vestibular e consegue entrar com aproveitamento de estudos eliminando algumas disciplinas, “pensei, é agora ou nunca”. Ingressa na faculdade de moda em Agosto de 2016, no ano seguinte, surge o primeiro desafio na Semana de Moda se inscreve no concurso com o tema Halloween, onde ganha em primeiro lugar. Sua criação um look inspirado no Jack (lanterna). “Gosto de ser desafiado, gosto das técnicas de modelagem, da construção da roupa.

Painel Fashionween

“Aprendemos na faculdade a “provar” que o que imaginamos pode sim ser confeccionável, então, fiz uma saia em morim, com uma técnica utilizada por Tomoko Nakamich, toda costurada sem armação alguma. Você ver sua criação desfilando na passarela, é uma sensação deliciosa”. Por gostar de se aventurar em técnicas de construção, em outro concurso propõe um look com inspiração na lenda do folclore brasileiro Vitória régia, utilizando em sua peça, tecido de tapeçaria utilizado em cadeiras de escritório, conseguiu o segundo lugar.

Painel Brasil mostra sua cara

“Quando vi minha criação ganhando vida, senti que estava no caminho certo. Foram anos de luta confesso, ganhando pouco, dormindo pouco, mas a faculdade me fez reviver, sentir que estava vivo, e poderia chegar muito longe”. Gosta de criar editoriais, com suas criações, não utiliza modelos profissionais propõe para mulheres dos mais diversos corpos, e faz seus catálogos, como presente de aniversário.

O próximo desafio veio para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) onde precisava propor uma solução  para um problema encontrado, sua próxima etapa, a proposta de um estudo de modelagem para mulheres que sofreram mastectomia, dando vida e cor para as roupas. Conta que não foi um trabalho fácil pois não se encontra bibliografia específica na área da moda, buscando então na medicina e psicologia. “confesso que pensei em desistir, por tantos percalços no caminho, mas com o resultado do trabalho me senti realizado” para o processo de criação escolhi como tema o Surrealismo e a inspiração nas obras de Juan Miró, bastante cor, linhas assimétricas, formas, tudo que facilitaria as criações.

“Poderia pensar em mim, pois sou alto, pé grande e sofro para encontrar peças para mim”, mas a empatia falou mais alto, e como ele mesmo diz “Na apresentação do meu trabalho, minha orientadora disse que não era um estilista como sempre quis ser chamado, e sim um designer de moda, por propor uma solução para um problema existente e com um olhar para um público que sofre tanto no físico como no psicológico” Devido ao trabalho, descobri que o segmento slow fashion me fascina bastante, pois todo o processo de criação de uma peça precisa ser valorizado, não é apenas desenhar um modelo, necessita de bastante estudo, conhecer o corpo, garantir a ergonomia da peça, facilitando os movimentos da cliente, não basta apenas ser bonita, a peça precisa ser confortável, tanto ao toque quanto a modelagem pois ela não pode limitar os movimentos. A técnica de moulage sempre o inspirou, a construção das peças diretamente sobre um busto técnico facilita bastante ao manipular o material têxtil sobre ele observar o caimento. É uma técnica que auxilia o processo de criação, “é como se fosse uma folha de papel e vou criar meu croqui só que na tridimensionalidade, poso estudar formas diretamente sobre o corpo, criando peças diferenciadas”. Com isso resolve desenvolver o conceito sob medida, onde cada peça é pensada na necessidade da cliente, para cada corpo específico, respeitando as curvas, e suas diferenças, ou seja, o corpo real. Gosto de ver as mulheres vestindo minhas peças, como elas mesmo já me disseram, se sentem poderosas, sexys e lindas, apenas realço o que ela tem de bonito. Essa última coleção, não teve como inspiração algo específico, é uma coleção para me lançar oficialmente como designer, mostrando a marca Cleber Carrasco, que veio para entender a mulher, propor algo diferente, ousado, elegante e sensual, para a mulher que gosta de exclusividade, para aquela mulher poderosa, amada e que não quer passar desapercebido.

Cleber Carrasco muito obrigado por sua gentileza em compartilhar tanto conhecimento, eu sou apaixonado por moda, e amei seu trabalho, vida longa a sua griffe, e que mais Clebers  com sua empatia exista, parabéns!!!!!! 

Não sei se você tem conhecimento mas já fomos considerados a cidade mais fhasions do interior paulista , por meio de nosso consumo, que suas criações nos devolva o titulo espero te ver nos fashion weeks dos grandes centro nacionais e internacionais também

Marô Viana

 

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