3 de outubro, 2026 19:27

COSME E DAMIÃO, CENTRO ESTRELA D´ALVA, CELEBRA OS 53 ANOS DE TRADIÇÃO

Mãe, Neuza como é conhecida, mantém o Centro Estrela D´alva, a 53 anos, com sua fé e devoção, o Centro atende, pessoas que geralmente usam a sua fé para solução de problemas como saúde, trabalho, dinheiro, e quando o assunto são doenças ligadas a saúde das crianças nascidas ou que ainda estão por vir, apelam para os santos COSME E DAMIÃO, FAZEM SUAS PROMESSAS, QUE GERAMENTE NA Igreja Católica ou na Umbanda levam sete anos para pagar. As festas que geralmente acontecem são ofertados aos santos e participantes, doce, balas, bolos. No Centro, geralmente se fechava a Rua Francisco Turra, para receber os membros e convidados, com brinquedos infláveis, cachorro quente, pipoca, algodão doce, balas, bolas, doces, churrasco, e dentro do Centro um culto em homenagem. Com o surto de COVID 19, as festas deram espaço ao ALTAR SIMBOLICO, as pessoas marcavam um horário e faziam suas ofertas, ou as doações, Mãe Neuza lamenta muito, que ainda não é o momento da celebração voltar a ser aberta ao publico então, este ano ainda acontecerá o altar simbólico a partir de 15 de setembro, a Rua Francisco Turra, 125, as visitas podem agendadas pelo telefone 14 34964597, mas como a fé move montanhas o poder da fé fala mais alto. No domingo 24 de setembro, as 15 horas o Centro fará uma Gira (culto) para Cosme Damião, para os membros internos da Casa.

cultos:

26 de Setembro –  (Igreja Católica, no Calendário Litúrgico Romano do Rito Ordinário)

27 de Setembro – (Igreja Católica, no Calendário Litúrgico Romano do Rito Extraordinário)

 

27 de setembro – (Religiões das Matrizes Africanas)


 1º de julho – (Igreja Ortodoxa Grega)

 

 1º de novembro –  (Igreja Ortodoxa)

Relação com as religiões afro-brasileiras

O dia de São Cosme e Damião é celebrado também pelo candomblé, batuque, xangô do Nordeste, xambá e pelos centros de umbanda onde são associados aos meninos de angola, que trazem bem estar por onde passam, possuem conhecimento de desfazer feitiços e auxiliam na cura de enfermidades. Acredita-se ainda que trazem alegria, deixando harmonia e felicidade no ambiente a sua volta, descarregando o ambiente de energias densas, trabalham na caridade, auxiliando principalmente, pessoas em situações de desamparo, fragilizadas, como crianças, idosos, enfermos. Têm a inocência das crianças consigo, gostam de doces, frutas doces e guloseimas. O nome Cosme significa “o enfeitado” e Damião, “o popular”. Estas religiões os celebram no dia 27 de setembro, enfeitando seus templos com bandeirolas e alegres desenhos, tendo-se o costume, no Brasil, de dar doces e brinquedos às crianças que lotam as ruas em busca dos agrados. Na Bahia, as pessoas comemoram oferecendo caruru, vatapá, doces e pipoca para a vizinhança.

Sincretismos:

Semelhanças com a mitologia grega 

Na mitologia grega, há registros desde o século V que esse culto já estaria estabilizado no Mediterrâneo, através de cultos que relatavam a existência de um óleo santo, atribuído a Cosme e Damião, e que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis. Alguns grupos isolados concentram seus esforços para demonstrar que Cosme e Damião não existiram de fato, que eram apenas a versão cristã da lenda dos filhos gêmeos de Zeus, Castor e Pólux. Esta versão é combatida por aqueles que acreditam na real existência dos irmãos, embora a visão que o povo tem muitas vezes faça supor que haja uma adaptação do costume pagão. 

CULTOS:

A primeira e mais antiga associação médica da Europa a reunir cirurgiões foi a Confrerie et College de Saint Côme, em Paris, 1226, que durou até a Revolução Francesa.

Portugal

No século XIX, os mártires ainda eram padroeiros de confrarias médicas, para obter o título de doutor em Coimbra, pagavam-se emolumentos para a Irmandade de S. Cosme.

Brasil

O culto aos gêmeos mártires foi trazido para o Brasil em 1530 por Duarte Coelho Pereira e tornaram-se padroeiros de Igarassu, em Pernambuco. No nordeste brasileiro passaram a ser invocados para afastar o  contágios de epidemias. Os negros identificaram Cosme e Damião como o orixá Ibeji em um sincretismo religioso.

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