O ser humano costuma ser a espécie mais expressiva dentre todas as existentes, mesmo que as emoções e sentimentos estejam presentes em outras também.
  Alegria, tristeza, apatia, cada uma delas faz parte de nós. Talvez o que nos torna humanos é que podemos entender o que causa essas sensações e adaptá-las, seja com mais ou menos intensidade. Como sabemos, tudo em exagero não é saudável, até mesmo a alegria, que pode se tornar em euforia ou êxtase, se não ponderada.
  Os excessos são, na minha opinião, o nosso lado mais primitivo, ou menos civilizado, querendo satisfazer suas exuberâncias. Há quem diga que é melhor sentir demais que não sentir nada. O que acham? Bom, eu discordo.
  Se levarmos em consideração que somos movidos pelos sentimentos e não soubermos controlá-los, estamos passivos de sermos controlados por eles, pois o ser humano sendo um ser sociável, tudo e qualquer coisa que seja feito para interações, são gatilhos para respostas emocionais.
  Com certeza, em algum período de nossas vidas, tivemos contato com pessoas que não nos queriam bem. Talvez até sejamos essa pessoa na história de outrem.
  Essas intrigas são muito recorrentes na adolescência, quando queremos mostrar ao mundo que somos alguém, e assim como nossos hormônios estão à flor da pele, nossos sentimentos também estão.
  Pessoas machucam pessoas, pessoas estimulam pessoas, pessoas amam pessoas.
  Nessa jornada que chamamos de vida, vamos nos deparar com todos os tipos de pessoas, que vão nos causas todos os tipos de sentimento.
  Circunstâncias também engatilham sentimentos. Vivemos em tempos estressantes, e sabemos dos muitos efeitos colaterais que uma quarentena pode ter. As perdas doem, as notícias nos deixam ansiosos (por bem ou por mal), mas não há necessidade de exagerarmos nas sensações.
  Por qual motivo permitiríamos que a raiva passageira se tornasse fúria? A tristeza em angústia ou a alegria em euforia?
  O ser humano segue sendo muito expressivo, nossas expressões faciais estão aí para mostrar isso também.
  Se respirarmos fundo e pararmos pra refletir, veremos que nada de que fazemos ou sentimos em excesso é necessário, e na maioria das vezes faz mal.
  Um relacionamento unilateral, onde podemos ver quem gosta mais de quem no relacionamento.
  Uma dieta intensa ou um almoço que parece mais um banquete regado à gula.
  Um desentendimento na empresa que colocou dois colegas de trabalho contra o outro.
  Tantas desavenças poderiam ser evitadas ao controlar os excessos.
  Perdoe quem te machucou, não porque eles merecem, mas porque assim sua vida fica mais leve. Nossas cruzes já são muito pesadas por si só, não permita que a fúria seja mais um dos pesos. Garanto a vocês que esta pesa mais que uma vida inteira. Mas também se perdoe pelos erros do passado; você não tinha antes o conhecimento que tem hoje, e mesmo se tivesse, por sermos expressivos estamos propícios a errar, pois há sentimentos em nossas ações. Não somos máquinas.
  Respeitem a si mesmos, amigos. Os excessos só geram mais excessos, mas nesse caso, de frustrações.
  Não amem sozinhos, nem sofram sozinhos, contudo, não transbordem aquilo que não estão dispostos a limpar.

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