TUDO AQUILO QUE PLANTEI

Faz algum tempo desde a última vez que consegui escrever algo,
na verdade, desde que realmente tentei.
Quanto tempo faz desde que ouviram de mim? Dois, três meses?
Não sei, porém nesse período sei que eu ouvi até demais. Durante esse
período, muita coisa aconteceu; foram tantas que talvez nem minhas
melhores palavras seriam capazes de descrever o que pensei, o que vivi
ou até que deixei de viver.
Admito que ainda não estou bem o suficiente para seguir em
frente, colocar no papel tudo que eu gostaria de transmitir, pois se o
fizesse talvez não haveria mais ninguém aqui. Mas se não for agora,
quando será? Tenho medo de que esse meu estado seja o padrão de
fábrica da minha pessoa, mas enquanto eu não arriscar outros
sentimentos, eu não vou descobrir totalmente.
Por esses meses, constantemente pensava, ainda mais quando
acontecia algo que me desestabilizava — que é até recorrente.
Desde pequeno, sempre transferi o que era meu para as outras
pessoas. Acreditava que o que eu pensava ou sentia era recíproco para
todos, principalmente minhas dores.
É madrugada enquanto escrevo esse texto; é ela que sempre me
acolhe, o frio dela me aquece mais que o Sol do meio-dia. Isso me
entristece um pouco, pois gostaria de encontrar alguém que também
prefere assim.
Pensando sobre como eu me sentia, esqueci de pensar que os
outros também sentem. Demonstrando, esqueci que eles também
demonstram. Enquanto eu morria, esqueci que eles também morriam.
Enquanto eu morria, esqueci que eles tentavam viver.
Foi aí que meus devaneios me trouxeram a possibilidade de eu ser
apenas mais uma criatura, assim como os cães, os insetos e as árvores.
Ah, as árvores…
Por mais que tenhamos nossas grandes diferenças, dentre todas
as criaturas, as mais parecidas conosco são elas. Ao menos é isso que
acredito.
Elas são as únicas que antes mesmo de nascerem, já estão sendo
planejadas. Elas nascem com um propósito que nós a damos, fora o que
a natureza já dá. Alguns a querem para proporcionar sombra em frente
de casa, outros para as crianças subirem e brincarem, talvez até para
colher seus frutos.
Diferente das árvores, nós temos a opção de ir embora, de trocar o
solo que não nos convém.
Me pergunto se estou tentando fugir ou apressar onde e como
minhas raízes se firmam…
Assim, foram os meus dias. Todos até então.
Conheci muitas pessoas, muitos tipos de árvore também. Tem
uma que tem cheiro de cebola, e outra que demora mais de cem anos
para crescer completamente.
Dentre todas as flores de cerejeira e ipês brancos que enfeitaram
as ruas, eu também tive pessoas que enfeitavam meus caminhos.
Estas, para mim, eram as mais belas.
Por ora, estiveram por perto. Cortei muitos galhos, me furei com
espinhos e já derrubei troncos inteiros. Meu jardim não está completo.
Antes de partirem, me pergunto se elas se perguntavam se não
foram o suficiente; se não cumpriram o seu papel corretamente.
Meu jardim tem terra roxa, mas eu não soube e talvez nem saiba
como aproveitá-lo.
É como se eu plantasse um pé de jabuticaba e esperasse que dele
nascessem bananas. Tanto a bananeira quanto a jabuticabeira
produzem em bando, não?
As pessoas são o mesmo.
Das videiras não nascerão melancias; já pensaram o quão caótico
isso seria? Pisar sem querer nos cachinhos de uva e então uma
melancia cair bem em nossas cabeças?!
Nós somos os jardineiros de nossa vida, portanto não nos
frustremos com nossa plantação. Há temporadas de mangas, morangos,
tomates… Não podemos colher aquilo que não podem nos proporcionar,
e nem por isso as árvores deixam de cumprir seu papel. Não é à toa que
o que caiu na cabeça de Newton foi uma maçã e não uma jaca.

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