3 de outubro, 2026 21:04

Umbanda em Tupã mantém tradição e celebra quase seis décadas da Festa de Cosme e Damião

A Umbanda em Tupã mantém suas raízes vivas e resistentes, sustentadas por um legado de fé que atravessa gerações. Essa história começou com Dona Jorgina Chagas, personalidade respeitada em Tupã, na região e até mesmo em nível estadual. Conhecida por sua sabedoria espiritual, era consultada por políticos e empresários antes de importantes decisões.

O caminho espiritual seguiu com Zenaide Chagas Garcia e Neuza Chagas, ambas já em memória, mas que deixaram a semente da religiosidade que hoje floresce através de Mãe Júliana de Oxum, herdeira desse legado.

Como resultado de tanta devoção, a tradicional Festa de Cosme e Damião chega perto de completar seis décadas, reunindo fé, amor e gratidão pelas graças alcançadas. O evento é aberto à comunidade e promete momentos de espiritualidade, partilha e celebração da fé.

Cosme e Damião são figuras muito conhecidas no Brasil tanto no catolicismo popular quanto nas religiões de matriz africana, e o sincretismo em torno deles é um dos mais fortes exemplos de como a fé se mesclou historicamente.

✨ No Catolicismo:

  • São Cosme e São Damião foram dois irmãos gêmeos, médicos que viveram na Síria no século III.

  • Conhecidos como “anárgiros” (os que não cobravam pelos seus serviços), atendiam os pobres gratuitamente.

  • Foram perseguidos e martirizados durante as perseguições romanas aos cristãos.

  • A Igreja Católica os canonizou, e sua festa litúrgica é celebrada em 26 de setembro.

✨ No Brasil e no Sincretismo:

  • Durante o período da escravidão, os negros africanos eram obrigados a adotar o catolicismo. Para preservar seus cultos, passaram a sincretizar seus orixás com santos católicos.

  • Cosme e Damião foram associados principalmente aos Ibeji, divindades gêmeas da infância no candomblé e na umbanda.

  • Essa ligação se deu porque ambos representam a alegria, a pureza, a inocência e a proteção das crianças.

  • Além disso, como Cosme e Damião eram irmãos e médicos, cuidadores do corpo, a associação com os orixás infantis ganhou força.

Compartilhe esse artigo nas redes sociais

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
Pinterest
Email

Caio França e Tupã: trabalho que pode ser conferido

NOTA DA REDAÇÃO | A trajetória de uma relação que se transformou em acompanhamento do trabalho público Por Marcos Viana — jornalista e produtor cultural Há 28 anos atuando no jornalismo e desde 2006 envolvido diretamente com a produção cultural, tenho acompanhado de perto diferentes momentos da vida cultural e

Família Busão e Projeto Semeando Esperança brilham em Osvaldo Cruz

A arte e o talento de Tupã atravessaram fronteiras e conquistaram o público regional! No último dia 26 de setembro, a 5ª Mostra Cultural Sesc/Senac, realizada em Osvaldo Cruz, recebeu uma participação muito especial do grupo Família Busão, fundado por Rosemeire Pereira, juntamente com professores do Projeto Semeando Esperança. Para

Projeto destina cestas básicas a famílias assistidas pela APAE de Tupã

Ação faz parte do “Desenhos Realistas com Propósito”, que reverte parte dos valores obtidos com trabalhos artísticos para iniciativas solidárias Nesta quinta-feira (24), a APAE de Tupã recebeu uma nova entrega de cestas básicas, que serão repassadas às famílias assistidas pela instituição. A doação foi realizada pelo Subtenente PM Tenório

🌟 O PODER DO ELOGIOProfessora Amélia Sakuno

https://maroviana.com.br/wp-content/uploads/2026/09/WhatsApp-Video-2026-09-21-at-06.47.07.mp4 AMÉLIA SAKUNO — A MULHER QUE TRANSFORMOU DESAFIOS EM MELA Professora Amélia Sakuno conhece as batalhas da vida. Como tantas pessoas, enfrentou desafios, dificuldades e momentos que poderiam fazê-la desistir. Mas escolheu seguir em frente.Sua história lembra o enigma de Sansão: do leão feroz nasceu o mel. Amélia também

✨ MAIS DE SEIS DÉCADAS DE FÉ, TRADIÇÃO E ANCESTRALIDADE ✨

O Centro Estrela D’Alva, em Tupã, realizou mais uma tradicional Festa de Cosme e Damião, uma celebração que há mais de seis décadas faz parte da história da Família Chagas. A tradição teve início com a avó Jorgina, passando posteriormente pelas suas filhas Neuza e Zenaide, ambas in memoriam. Hoje,