A VIII Mostra Fênix de Linguagens Cênicas, realizada de 8 a 12 de outubro, em Tupã, amplia sua programação com uma série de oficinas destinadas a artistas, estudantes, atores, atrizes, grupos teatrais e pessoas interessadas em conhecer e aprofundar diferentes possibilidades de criação para o palco.
Com propostas que transitam pela música, improvisação, jogos cênicos e investigação corporal, as atividades valorizam a formação artística e apresentam ferramentas que podem ser incorporadas aos processos de criação de espetáculos.
🎵 Oficina 1 – A música como força dramatúrgica
Ministrada pelo arte-educador Márcio Martins, a primeira oficina propõe uma reflexão prática sobre o papel da linguagem musical dentro da encenação. Com duração de uma hora, o encontro aborda como timbres, ritmos, climas, temas e pontuações musicais podem contribuir para a construção dramatúrgica de um espetáculo.
A proposta é voltada especialmente para quem se interessa pela criação de trilhas e pela utilização da música no teatro. Durante a atividade serão trabalhadas noções de ritmo, projeção vocal, trilhas, pontuações sonoras e sonoplastia ao vivo e em off.
A oficina também busca oferecer conhecimentos que possam ser multiplicados pelos participantes em suas próprias turmas e grupos, contribuindo para os processos criativos de futuras montagens.
🎭 Oficina 2 – Iniciação Teatral por Meio de Jogos Cênicos e Improvisações
O ator e arte-educador Danilo Salomão Simões, de Paraguaçu Paulista (SP), conduz a oficina “Iniciação Teatral por Meio de Jogos Cênicos e Improvisações”.
A atividade apresenta uma introdução à linguagem teatral por meio de jogos cênicos, exercícios de improvisação e práticas coletivas. A proposta é essencialmente prática e busca proporcionar aos participantes experiências de experimentação, criação e descoberta das possibilidades do corpo, da voz, da presença e da relação com o outro em cena.
Entre as referências utilizadas estão os estudos e práticas de Viola Spolin e Maria Clara Machado, com os jogos teatrais e a improvisação sendo utilizados como ferramentas para estimular a espontaneidade, concentração, escuta, imaginação e capacidade de criação.
🧙 Oficina 3 – A Construção do Corpo Bruxólico
Outra atividade da programação é “A Construção do Corpo Bruxólico – O imaginário de Franklin Cascaes como disparador para a criação da corporeidade cênica”, ministrada pelo grupo Nossa Senhora do Desterro.
Com duração de duas horas, a oficina prática é destinada a atores, atrizes, estudantes de teatro e interessados em processos de criação corporal, com número sugerido de 10 a 25 participantes.
A proposta parte do universo fantástico da Ilha de Santa Catarina e, especialmente, das figuras de bruxas, seres encantados e personagens presentes nos desenhos e registros do artista Franklin Cascaes.
A partir dessas imagens como estímulos poéticos e corporais, os participantes serão convidados a experimentar a transformação do corpo cotidiano em diferentes possibilidades de corporeidade cênica: um corpo deformado, ancestral, animalizado, encantado, ameaçador ou vulnerável.
A investigação busca ampliar a percepção dos participantes sobre o corpo como instrumento de criação e construção de personagens, aproximando memória, cultura popular, imaginário e linguagem teatral.
Formação que ultrapassa o palco
As três oficinas reforçam uma das características da VIII Mostra Fênix de Linguagens Cênicas: a integração entre apresentações artísticas e ações de formação. A programação cria espaços para que artistas e participantes possam não apenas assistir aos espetáculos, mas também experimentar técnicas, compartilhar conhecimentos e ampliar suas ferramentas de criação.
A VIII Mostra Fênix é realizada pelo Instituto Luiz Bertazzoni de Artes e Cultura e pelo Grupo Fênix de Teatro, reunindo espetáculos, atividades formativas e momentos de intercâmbio entre artistas e público.
Durante cinco dias, Tupã se transforma em espaço de encontro para diferentes linguagens e experiências cênicas, fortalecendo a circulação artística e a formação cultural na região.






