A chegada de um filho transforma tudo, inclusive a forma como a mulher se enxerga. O corpo muda, a rotina vira de cabeça pra baixo, o cansaço aparece sem pedir licença e, no meio disso tudo, a mulher muitas vezes se afasta da própria intimidade. E não é falta de desejo e sim, é excesso de tudo. Ela pode se sentir sobrecarregada, insegura com o próprio corpo, dividida entre ser mãe, parceira e mulher.
Às vezes, o toque vira obrigação. Outras vezes, nem espaço mental existe pra isso. Está tudo bem reconhecer essa fase, pois ela não define quem ela é, só mostra o quanto ela está se doando, mas aos poucos, essa mulher pode começar a se reencontrar. Sem pressa. Sem cobrança.
Pequenos passos fazem diferença: um momento só dela, um banho mais demorado, um toque com mais presença, um olhar com mais carinho para o próprio corpo. A intimidade não precisa voltar como era antes. Ela pode voltar mais consciente, mais leve, mais verdadeira. E a família tem um papel essencial nisso. Acolher essa mãe, dividir responsabilidades, respeitar o tempo dela e lembrar que, antes de ser mãe, ela continua sendo mulher.
Porque quando essa mulher se reconecta com ela mesma tudo ao redor também floresce. E não, ela não precisa se sentir culpada por isso. Ela só precisa se permitir. Ser mãe é um papel. Ser mulher é a sua essência. Não se abandone. Permitir-se sentir, viver e desejar também é um ato de amor.
KARINA FRANCESCHI
Orientadora sexual
14 – 99634 -7803
@permitasebykarina










