10 de março, 2026 22:34

COLETIVO TIBIRA – LGBTQPIA+

Surge em 19 de fevereiro de 2022. O Coletivo, sob convergência do mártir Tibira do Maranhão, da Revolta de Stonewall e dos movimentos LGBTQPIA+ do Brasil, acaba nascendo tendo um pouco de cada um destes registros históricos. Tupã é uma cidade referência quanto as questões indígenas, tendo forte influencia desde sua fundação: nos nomes das ruas, os atores históricos, na arquitetura dos prédios públicos, a aldeia India Vanuíre, o museu histórico e pedagógico, com os mais de 36 mil itens de acervo indígena. Em homenagem aos povos ancestrais originários, a população indígena, e interseccionando com as questões LGBQPIA+, foi colocado o nome Tibira em homenagem.
O Coletivo se desdobra em diversas ações e âmbitos da vida pública (saúde, educação, segurança, direito, amostras culturais, políticas públicas), variando de ações (palestras, apresentações, entrevistas, festivais) em prol da promoção da visibilidade e proteção da comunidade LGBTQPIA+ Tupãense. Levando em nossos corações e memórias a resistência de nossos antepassados na busca da emancipação e dignidade humana.

Indígena Tibira do Maranhão

O primeiro mártir LGBT Brasileiro
O ano era 1614, e a expedição de colonização francesa no Brasil se encontrava a todo vapor. Foi nesse meio tempo que Yves d’Évreux (1577 – 1632), um francês responsável pela Igreja Católica condena o Indígena Tupinambá ‘’Tibira’’ a morte.
Tibira dessa forma se torna o primeiro caso de morte por homofobia no Brasil, registrado no livro ‘Histórias das Coisas Mais Memoráveis Acontecidas no Maranhão nos Anos de 1613 – 1614’ de relato do próprio religioso.
Segundo ele, Tibira embora tivesse fisionomia masculina, também era ‘’hermafrodita’’ e tinha ‘’voz de mulher’’ além de relações sexuais com pessoas do mesmo sexo. Tibira foi condenado por Sodomia o que justificava, na visão dos colonizadores, sua conversão (sendo batizado antes de sua execução) e punição.
Tibira foi levado a um canhão instalado na muralha do forte São Luís. Lá foi amarrado pela cintura à boca da arma. Quando lançaram fogo ‘’imediatamente a bala dividiu o corpo em duas partes, caindo uma ao pé da muralha, e outra no mar, onde nunca mais foi encontrada”, registrou D’Évreux.
Embora tenha ficado conhecido como Tibira, este não era o nome do Indígena Tupinambá. Na realidade, Tibira era uma termologia utilizada pelos próprios indígenas para se referir a indígenas que tinham relações homoafetiva

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