28 de abril, 2026 11:07

Caso me perguntassem de onde sou, eu teria dificuldade em responder. Pode parecer uma pergunta tão simples, mas no fim do dia será que realmente sabemos a resposta? Os rótulos nos perseguem desde o momento que saímos do ventre de nossas mães, e acredito que a resposta para a pergunta que iniciei o texto esteja nela.
  Algumas crianças têm dificuldade em se comunicar pois o ambiente familiar muitas vezes não é tão favorável à sua autoconfiança, mas independente da idade, parece que sempre estamos em busca de algo a mais, um alvo, mas é tão difícil encontrar respostas para a vida. Se me perguntarem o que é a vida, provavelmente inventaria uma resposta que pareça super profunda e evoluída, mas admito que nos últimos dias estou tentando vê-la com menos complexidade.
  Talvez a vida seja só uma constante evolução da gente, um ciclo migratório de pássaros. Só não se esqueçam que nem sempre evoluir significa progredir.
  Há quem diga que ainda sou novo, mas em meus poucos anos de existência já tive todo tipo de experiência. Infelizmente a maior parte delas foram dolorosas e me deixaram cicatrizes, mas essas marcas são o meu mapa; o nosso mapa. Para quem quiser nos conhecer, basta seguir o caminho que nossas cicatrizes fazem e nos encontrarão, e isso vale para nós mesmos.
  Passei anos com medo do desconhecido; pensar em sair da pequena cidade onde cresci era inviável. Eu iria me debater e dizer que não queria ir embora porque ficaria sem algumas pessoas que eram importantes para mim, mas descobri que o caminho para casa é solitário e nem sempre o nosso vai se cruzar com os de quem amamos. As despedidas fazem parte da única certeza da vida, de certa forma.
  Se não tomarmos cuidado, iremos carregar a bagagem de quem gostaríamos que nos acompanhasse, mesmo que nosso destino não seja o mesmo e o peso só vai ser sobre nós.
  Às vezes me pego olhando para cima e como se eu esperasse que alguém me respondesse, me pergunto se estamos realmente sob o mesmo o céu.
  As nuvens amareladas pelo Sol no fim da tarde no nosso infinito quadro azul, as estrelas na escuridão, será que estamos as vendo todos juntos? Será que se olharem em nossos olhos, verão realmente o que temos dentro de nós?
  Se ficarmos estagnados jamais sairemos do mesmo lugar, e a incerteza do que viria em seguir nos assola, nos assusta.
  Antes, não me encontrava. Hoje sei onde estou, e sei que é meu lar; o meu lugar. Porém, caso um dia a vida exija de mim mais um novo destino, não vou mais fugir.
  Nosso lugar é onde nos sentimos acolhidos, independente da situação. Não é sobre estar sempre seguro, pois tempestades sempre virão, mas é sobre se teremos para onde nos abrigar e ter a coragem para continuar a trilhar nosso caminho, com chuva ou Sol.
  Somos seres humanos, em constante mudança; não devemos ser definidos por rótulos, seria raso demais considerando a profundeza do oceano que são as estradas da vida, que em algum momento, com a ajuda de nossas marcas, nos levará ao nosso lugar.

Compartilhe esse artigo nas redes sociais

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
Pinterest
Email

HINO PAULÓPOLIS SAINDO DO FORNO ♨️

https://maroviana.com.br/wp-content/uploads/2026/04/WhatsApp-Video-2026-04-09-at-01.14.36.mp4 Um gesto simples, mas carregado de significado, está chamando a atenção em Pompéia e na vizinha Paulópolis. O cidadão Morio Eduardo Sakuno transformou admiração em arte ao criar um hino dedicado à comunidade, com um objetivo claro: despertar orgulho em quem vive ali. Segundo o próprio autor, a motivação

89 anos de Deide Sabongi

Uma noite de emoção, gratidão e celebração marcou a belíssima homenagem pelos 89 anos de Deide Sabingi. Cercada por amigos, familiares e convidados mais que especiais, ela recebeu todo o carinho que sua trajetória de vida merece, em um momento repleto de afeto, alegria e boas lembranças. Foi também uma

4º Desfile das Empregadas Domésticas

A Prefeitura da Estância Turística de Tupã realiza, no próximo dia 30 de abril, às 20h, o 4º Desfile das Empregadas Domésticas, iniciativa que integra a programação do Quinta com Arte, na Praça da Bandeira, e tem como objetivo valorizar profissionais que exercem papel fundamental no cotidiano da sociedade. O

Feira Mãos que Transformam – Valoriza o Artesanato

A valorização do artesanato local ganha destaque com a realização da Feira Mãos que Transformam, que promete reunir talentos de Tupã e região em um ambiente acolhedor, criativo e cheio de oportunidades. O evento acontece no dia 15 de abril, a partir das 17 horas, no Quintal da Factory, e

LINGUAGENS DA SEXUALIDADE

Cada pessoa sente, expressa e recebe conexão de formas diferentes. Quando isso é compreendido, a intimidade deixa de ser cobrança e passa a ser encontro. Cinco linguagens mais comuns: 1- linguagem do toque:É a comunicação através do corpo. Abraços demorados, carícias sutis, mãos que se encontram sem pressa. 2- Linguagem

Cidadão de Pompéia cria hino e emociona moradores de Paulópolis

Um gesto simples, mas carregado de significado, está chamando a atenção em Pompéia e na vizinha Paulópolis. O cidadão Morio Eduardo Sakuno transformou admiração em arte ao criar um hino dedicado à comunidade, com um objetivo claro: despertar orgulho em quem vive ali. Segundo o próprio autor, a motivação nasceu